quarta-feira, 30 de março de 2011

"Um grande estadista do século XX disse: "aqueles que se atrasam são castigados pela própria história". O povo diz: "quem não arrisca, não petisca"".

quinta-feira, 24 de março de 2011

A Morte Devagar - Martha Medeiros.

Morre lentamente quem não troca de idéias, não troca de discurso, evita as próprias contradições.
Morre lentamente quem vira escravo do hábito, repetindo todos os dias o mesmo trajeto e as mesmas compras no supermercado. Quem não troca de marca, não arrisca vestir uma cor nova, não dá papo para quem não conhece.
Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru e seu parceiro diário. Muitos não podem comprar um livro ou uma entrada de cinema, mas muitos podem, e ainda assim alienam-se diante de um tubo de imagens que traz informação e entretenimento, mas que não deveria, mesmo com apenas 14 polegadas, ocupar tanto espaço em uma vida.
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o preto no branco e os pingos nos is a um turbilhão de emoções indomáveis, justamente as que resgatam brilho nos olhos, sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho, quem não se permite, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não acha graça de si mesmo.
Morre lentamente quem destrói seu amor-próprio. Pode ser depressão, que é doença séria e requer ajuda profissional. Então fenece a cada dia quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem não trabalha e quem não estuda, e na maioria das vezes isso não é opção e, sim, destino: então um governo omisso pode matar lentamente uma boa parcela da população.
Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva incessante, desistindo de um projeto antes de iniciá-lo, não perguntando sobre um assunto que desconhece e não respondendo quando lhe indagam o que sabe. Morre muita gente lentamente, e esta é a morte mais ingrata e traiçoeira, pois quando ela se aproxima de verdade, aí já estamos muito destreinados para percorrer o pouco tempo restante. Que amanhã, portanto, demore muito para ser o nosso dia. Já que não podemos evitar um final repentino, que ao menos evitemos a morte em suaves prestações, lembrando sempre que estar vivo exige um esforço bem maior do que simplesmente respirar.
Desejo a todos, um ótimo finzinho de semana! =)
Bjs, bjs...

quinta-feira, 3 de março de 2011

Anjos e Demônios!

Bem... Hoje vou falar um pouquinho do livro "Anjos e Demônios" do pouco conhecido DAN BROWN! HAHA
Bom, pra começar a conversa, eu comecei tudo errado:
1º Vi o filme ANTES de ler o livro;
2º Li O CÓDIGO DA VINCI, ANTES dele, sendo que a ordem cronológica é ao contrário;
3° Li dois livros do Dan Brown, um logo atrás do outro, erro cruel.

Vejam bem, não estou dizendo que não gosto de Dan Brown, ou que o cara não seja bom, dizer isso seria assinar meu atestado de ignorância. PELO AMOR DE DEUS! O cara é um gênio. Ter inteligência e capacidade suficiente pra a partir de tecnologias já existentes, CRIAR novas, exemplificando cada detalhe do processo, atrelar um mistério a isso e desenvolver toda trama é simplesmente genial.
O que NINGUÉM pode negar é que Dan Brown é tão inteligente na síntese que acaba se esquecendo de mudar uma coisa muito importante em seus romances: os personagens.
Sempre o mocinho REinteligente, a mocinha que vai auxilia-lo na trama toda, e o vilão que SEMPRE se encontra entre os "bonzinhos" e que na maioria das vezes é o chefe, o mais queridinho de todos, o que mais se presta a "ajudar" a dupla. Isso é MUITO cansativo, porque é SEMPRE a mesma coisa.
Quando li Fortaleza Digital (me perdoem o termo de baixo escalão), foi broxante! A semelhança da história com Ponto de Impacto (nesse sentido de personagens) é gritante, enjoativo, cansativo, um saco.
Falta eu ler ainda O Símbolo Perdido, que eu já comprei, mas vou esperar um pouco agora! haha
ANJOS E DEMÔNIOS
Depoiis que terminei de ler Anjos e Demônios, li "A Perseguição" do Sidney Sheldon, é bonzinho, porém meio infantil, tanto que li em uma tarde, ele tem livros melhores com certeza!
Agora estou lendo "O Último Adeus de Sherlock Holmes" que fazia horas que eu estava me programando, mas não conseguia pegar. Mas com essa história de volta as aulas, acho que ele vai demorar um pouquinho pra ser terminado! Vamos ver...
Um ótimo dia pra todo muuundo!

Beijinho, beijinho! =**

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Dedicatória

Bom, ontem foi a festa de aniversário da minha prima Bibiana, que comemorou 15 anos! Eu fiz uma homenagem à ela, e posto aqui pra vocês o texto que eu fiz:

É Bibiana... 15 anos se passaram. 15 anos se passaram e parece que a gente nem viu! Até ontem você era a menininha bochechuda com o cabelo encaracolado, uma boneca na mão e um brilho no olhar. Hoje quando olho pra você não vejo mais a menina, vejo porém ainda o mesmo brilho no olhar.
É difícil afirmar o que irá acontecer nessa nova fase da tua vida, e mais difícil ainda prever e tentar te proteger do mundo. Não se preocupe com o futuro. Ou então preocupe-se se quiser, mas saiba que preocupação é tão eficaz quanto mascar chiclete para tentar resolver uma equação matemática.
Será agora que você se descobrirá e descobrirá definitivamente quem és. SIM! QUEM ÉS! É nesse período da vida que definimos nosso caráter, quem seremos pro resto de nossas vidas, então se me perguntarem o que eu te desejo, eu vou responder: DESEJO ESCORREGÕES E  ALGUNS TOMBOS PELO CAMINHO.
Escorregões pra que nunca se esqueça de olhar para o lado e ver quem está ali pra te dar a mão e não te deixar cair. E os tombos serão essenciais pra reconhecer o tamanho da tua força pra se levantar sempre que a vida te exigir,  e ela irá.
Utilizando agora um trechinho do filme “Lua Nova”, quero que todos entendam:
“Aos 5 anos nos perguntaram o que queríamos ser quando crescêssemos e dizíamos coisas como: Astronautas, presidentes, princesas.
Aos 10 voltaram a nos perguntar e dizíamos: Estrelas de rock, cowboys, medalhistas de ouro.
Mas agora que está ficando maior, querem uma resposta séria, então que tal esta: ‘Quem sabe?’
Não é o momento de tomar decisões rápidas, é o momento de cometer  erros, de tomar o trem errado e se perder, de apaixonar-se freqüentemente. De se formar em filosofia porque é impossível fazer carreira nisto. De mudar de idéia e voltar a mudar porque não há nada permanente… assim, depois de cometer todos os erros que puder, algum dia, quando te perguntarem o que quer ser, você não terá que adivinhar… você saberá.”
E como diz Pedro Bial: “Reconhecer os próprios erros não é humildade, não. Reconhecer e aprender com os próprios erros, é ambição.”
Bibi, independentemente do que faça, do que escolha, do que deseja, do que sonhe, do que ambicione,  lembre-se que somos indivíduos, com toda a complexidade que isso implica. Cheios de incoerências, de contradições, de buracos negros, de super novas. E lembre-se também que NÓS, estaremos sempre aqui.
Feliz aniversário!

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Ouvi essa música na rádio, ela é do Greyson Chance, um menininho que deve ter entre seus 12 e 14 anos, não sei ao certo, tem uma voz do caraaaaaaaaaaaaaaalho e uma música com uma letra que mexeu comigo. Posto aqui a letra da música: =D

"Você nunca vai aproveitar sua vida
Vivendo dentro de uma caixa
Você está com tanto medo de se arriscar
Como vai alcançar o topo?

Regras e regulamentos
Forçam-no a jogar em segurança
Livre-se de todas as hesitações
Está na hora de você aproveitar o dia!

Ao invés de ficar sentado
E olhando para o amanhã
Você tem que tirar seus pés do chão
A HORA É AGORA!

Estou esperando, esperando
Apenas esperando... esperando fora dos limites
Esperando fora dos limites
Esperando fora dos limites

TENTANDO NÃO TER ARREPENDIMENTOS
MESMO QUE SÓ POR ESSA NOITE
Como você vai seguir em frente
Se você continua a viver para trás?

Preso na mesma posição
Você merece muito mais
Há um mundo inteiro ao nosso redor
Apenas esperando para ser explorado

Ao invés de ficar sentado
E olhando para o amanhã
Você tem que tirar seus pés do chão
A hora é agora, deixe rolar

O mundo vai te forçar a sorrir
Eu estou aqui para te ajudar a notar o arco-íris
Porque eu sei
O que está em você está aí fora

Estou esperando, esperando
Apenas esperando... esperando fora dos limites
Esperando fora dos limites
Esperando fora dos limites

Estou tentando ser paciente (estou tentando ser paciente)
O primeiro passo é o mais difícil (o mais difícil)
Eu sei que você pode conseguir
Vá em frente e faça

Você nunca vai aproveitar sua vida
Vivendo dentro de uma caixa
Você está com tanto medo de se arriscar
Como vai alcançar o topo?"


Hoje era isso, promeeeto postar com mais frequência agora!
Me sigam no twitter: @marcinhahof

Beijinho beijinho!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

O que será, será!

Nossa, tem tanto tempo que não escrevo... Não por falta de tempo ou de criatividade ou ainda assunto, mas por falta de vontade de expor minhas ideias, sentimentos, opiniões. Acreditem se quiser, EU estou me omitindo, estou me passando ao posto de diretor e roteirista, por pouco tempo EU JURO! Mas acho que todo mundo tem que fazer isso às vezes, sair de cena para poder analisar como a "novela" está se desenrolando, porque enquanto estamos no meio da trama, não percebemos todas as tomadas, apenas aquelas nas quais aparecemos e muitas vezes, as coisas que decidem o que é importante e como se dará o fim do capítulo, está nas cenas menos assistidas.
Revendo a minha "novela", partindo lááá do princípio, revivendo atos e pessoas, percebi como dá saudade tudo isso. O simples fato de sentir novamente a presença de pessoas que ficaram para trás, faz com que queiramos colocar a novela no VALE A PENA VER DE NOVO, mas na vida real, no "ao vivo e a cores" não é assim que funciona, infelizmente. Nós não estamos habituados a perder, a deixar ir embora, a simplesmente ter que dizer adeus, mas é assim que a coisa funciona. Diretamente e indiretamente. Porque queremos ou porque não queremos. Porque as vezes devemos, e isso nos mata por dentro.
Eu, Marcinha, não aceito despedidas muito bem, convivo com elas como qualquer outra pessoa, mas não me habituo e TEIMO em não aceitar. Personalidade minha, sofrimento meu. Como diz a música "Encontros e Despedidas":

"Mande notícias do mundo de lá
Diz quem fica
Me dê um abraço venha me apertar
Tô chegando
Coisa que gosto é poder partir sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar quando quero

Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar

E assim chegar e partir
São só dois lados da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem da partida
A hora do encontro é também despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar"
 
 
Pensando bem, e relendo o que eu acabei de escrever, vi que nunca eu poderia ser a roteirista da minha novela, porque eu nunca deixaria sair de cena pessoas que foram/são tão importantes pra mim (ei, não pensem que eu estou chorando as pitangas por amor, eu estou é falando de AMIZADE, COMPANHEIRISMO, SAUDADE...) e com certeza, sem essas indas e vindas, a novela das 9 entitulada 'VIDA DE MARCINHA' não iria fazer tanto sucesso...
Tenho é que me contentar com as pessoas que o destino trás, deixar para trás aquelas que ele me levou e esperar ansiosamente o momento do intervalo, pois,  quem sabe nos 'Reclames do plim plim' eu consiga respirar um pouco... Apenas respirar...
 
 
Minhas inspirações: E e C. (:

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

A Bruxa de Portobello

Comecei a ler o livro "A Bruxa de Portobello" e teve uma passagem que me agradou muuuito muuito, então vou postá-la aqui para vocês:

"[...]Mas, no final das contas, quantos de nós escapamos de ver as coisas importantes de nossas vidas desaparecerem de uma hora para a outra? Não me refiro aqui apenas a pessoas, mas também aos nossos ideais e sonhos: podemos resistir um dia, uma semana, alguns anos, mas estamos sempre condenados a perder. Nosso corpo continua vivo, mas a alma termina recebendo um golpe mortal cedo ou tarde. Um crime perfeito, onde não sabemos quem assassinou nossa alegria, quais os motivos que provocaram isso, e onde estão os culpados.
E esses culpados, que não dizem seus nomes, será que têm consciência de seus gestos? Penso que não, porque eles também são vítimas da realidade que criaram - embora sejam depressivos, arrogantes, impotentes e poderosos."
Terminei de ler a "Última Música" de Nicholas Sparks, mesmo autor de "Querido John", e achei SIMILAR, ao Queridíssimo John. Não estou dizendo que não é bom, é muuito bom, lindo... Mas não faça como eu e leia um logo após o outro, porque se torna cansativo! ;]

Bjinho bjinho
x**