Nossa, tem tanto tempo que não escrevo... Não por falta de tempo ou de criatividade ou ainda assunto, mas por falta de vontade de expor minhas ideias, sentimentos, opiniões. Acreditem se quiser, EU estou me omitindo, estou me passando ao posto de diretor e roteirista, por pouco tempo EU JURO! Mas acho que todo mundo tem que fazer isso às vezes, sair de cena para poder analisar como a "novela" está se desenrolando, porque enquanto estamos no meio da trama, não percebemos todas as tomadas, apenas aquelas nas quais aparecemos e muitas vezes, as coisas que decidem o que é importante e como se dará o fim do capítulo, está nas cenas menos assistidas.
Revendo a minha "novela", partindo lááá do princípio, revivendo atos e pessoas, percebi como dá saudade tudo isso. O simples fato de sentir novamente a presença de pessoas que ficaram para trás, faz com que queiramos colocar a novela no VALE A PENA VER DE NOVO, mas na vida real, no "ao vivo e a cores" não é assim que funciona, infelizmente. Nós não estamos habituados a perder, a deixar ir embora, a simplesmente ter que dizer adeus, mas é assim que a coisa funciona. Diretamente e indiretamente. Porque queremos ou porque não queremos. Porque as vezes devemos, e isso nos mata por dentro.
Eu, Marcinha, não aceito despedidas muito bem, convivo com elas como qualquer outra pessoa, mas não me habituo e TEIMO em não aceitar. Personalidade minha, sofrimento meu. Como diz a música "Encontros e Despedidas":
"Mande notícias do mundo de lá
Diz quem fica
Me dê um abraço venha me apertar
Tô chegando
Coisa que gosto é poder partir sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar quando quero
Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar
E assim chegar e partir
São só dois lados da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem da partida
A hora do encontro é também despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar"
Diz quem fica
Me dê um abraço venha me apertar
Tô chegando
Coisa que gosto é poder partir sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar quando quero
Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar
E assim chegar e partir
São só dois lados da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem da partida
A hora do encontro é também despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar"
Pensando bem, e relendo o que eu acabei de escrever, vi que nunca eu poderia ser a roteirista da minha novela, porque eu nunca deixaria sair de cena pessoas que foram/são tão importantes pra mim (ei, não pensem que eu estou chorando as pitangas por amor, eu estou é falando de AMIZADE, COMPANHEIRISMO, SAUDADE...) e com certeza, sem essas indas e vindas, a novela das 9 entitulada 'VIDA DE MARCINHA' não iria fazer tanto sucesso...
Tenho é que me contentar com as pessoas que o destino trás, deixar para trás aquelas que ele me levou e esperar ansiosamente o momento do intervalo, pois, quem sabe nos 'Reclames do plim plim' eu consiga respirar um pouco... Apenas respirar...
Minhas inspirações: E e C. (:
Marcinha, muito bonito seu post... Um turbilhão de sentimentos...
ResponderExcluirPoderia eu, me considerar estranho ao costume que eu já tive em reparar em mim e deixar estar. Tenho parcelas de pensamentos e lembranças de algo que eu já fui e que eu sinto falta, como a quem quer colo, em noite chuvosa. Pois, o que há de melhor em mim, eu mesmo não consigo numerar e nem tenho motivo para. E para os que pensam e pensam sobre toda e qualquer sentimentalização, digo que estou em estupefação, por aceitar a falta de reação que me tenho. Não consigo juntar em um mesmo lugar, coração e mente. Não consigo me auto-afetar e me auto-enfeitar com dizeres, por simples propaganda. Canso rápido. Enjoo rápido. Desmereço rápido. E para todo e qualquer coração, em partes perdidas dele, que me restem, continuarei a deixar espalhado, pois não me interesso, não me quero inteiro para outros, não me quero intenso e esperto para sofrimento. Me deixo jogado, me acostumo por milésimo à afetações. Me esqueça, não me ame, não me queira e me respeite. Mova-me por onde quiser, não pedirei por nada, não recuarei, me envolverei apenas se conseguir decifrar, o que me falta.